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A sexualidade humana

A sexualidade humana nunca foi tema simples de se compreender. Com o avanço das ciências e das conquistas dos direitos individuais, os “critérios” que dicotomizavam os gêneros em masculino ou feminino já não são tão claros. Pesquisadores de várias áreas (psicologia, neurobiologia, sociologia, antropologia e outras) estudam cada vez mais em busca da compreensão das diferentes nuances da sexualidade.

Muitas pessoas tem sua “expressão gênero” (conjunto de vestimentas, acessórios, maquiagens, estilos de cabelo, modos de agir, modos de falar que podem ser considerados masculinos ou femininos de acordo com a cultura) ou sua “identidade de gênero” (sentimento de ser mulher ou homem ou algo diferente dos dois) diferente do seu “sexo biológico” (este estabelecido por cromossomos, genitálias e gônadas); outras demonstram “orientação sexual” (por quais gêneros  a pessoa se sente atraída física e/ou emocionalmente) diferente do que é habitual em cada cultura.

Essas pessoas, chamadas de população LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais/Travestis/Transgêneros e Intersex) tem continuamente seus direitos desrespeitados, por isso, estão em uma condição de vulnerabilidade. Nenhuma dessas condições é considerada pelas ciências como doença, portanto não requerem tratamento de nenhuma espécie. O que causa doença é o preconceito do qual ela são vítimas.

Todas as formas de discriminação, seja ela racial, sexual, social ou religiosa, são fatores que promovem sofrimento e doença. Além do impacto emocional que o preconceito provoca, prejuízos sociais decorrentes do mesmo agravam as situações de adoecimento, tais como desemprego ou subemprego, dificuldade de acesso à educação, à moradia e à alimentação adequadas.

Um tratamento respeitoso e atencioso faz bem para a saúde e melhora a qualidade de vida de qualquer pessoa.

Referências:
https://nacoesunidas.org/oms-alerta-que-preconceito-prejudica-a-saude-de-gays-lesbicas-bissexuais-e-trans, publicado em 17/05/2013, acessado em 12/09/2016.
Saúde e População LGBT: Demandas e Especificidades em Questão (Michele Rodrigues Cardoso e Luis Felipe Ferro, Psicologia: Ciência e Profissão, 2012, 32 (3), 552-563).
National Geographic/ Brasil – A Revolução do Gênero (Edição Especial – Janeiro 2017).

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